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2002
Outubro
TV Câmara - Brasília, DF, transmissão em cadeia nacional
- Reprise da Palestra "Interactio: Interação para
Aquisição de Línguas Estrangeiras"
Setembro
Rádio Educativa (Campinas, SP) - Entrevista com a Prof. Malu sobre
a Metodologia Interactio
Agosto
11/08 - Correio Popular (Caderno de Economia) - Campinas, SP - artigo
sobre nosso "Programa Maturidade" - Prof. Maria Lúcia
Mercante Naddeo
Julho
Comunicação no 1º Seminário Nacional: O professor
e o jornal na sala de aula (Campinas, SP) - www.acordeduca.com.br
08/07 - EPTV Campinas: Entrevista no Jornal Regional 2ª edição
17/07 - TV Local Canal 25: Participação no Programa Tchambers
29 a 31/07 - 10° Seminário Nacional "O professor e
a Leitura de jornal" - Apresentação da comunicação
"O jornal na aula de língua estrangeira" de autoria
da Prof. Maria Lúcia Mercante Naddeo
Junho
"Educação para a Vida" > leia abaixo o artigo
Educação para a Vida
Profª.
Maria Lúcia Mercante Naddeo
Muito se fala, atualmente, numa educação com base em princípios
e valores. Vale notar que, mais especificamente nas escolas, os educadores
têm investido muito do seu tempo para que sejam capazes de realizar,
com as crianças, um processo educacional com ênfase na formação
do caráter e desenvolvimento de aspectos de cidadania.
Esse esforço certamente tem o seu valor, ao considerarmos que,
além das horas em sala de aula, os educadores têm inúmeras
atividades que são realizadas fora da escola, tais como a preparação
de aulas, correção de tarefas, e o inevitável envolvimento
com a vida pessoal de cada uma das crianças com a qual trabalha.
O que me preocupa, entretanto, não é a realidade das escolas
e o esforço desmedido dos educadores. Chama-me a atenção
a forma pela qual as famílias encaram a responsabilidade social
dessa instituição, uma vez que pesa, muitas vezes, sobre
os educadores, uma carga além daquela que lhe é inerente,
ou seja, a tarefa de ensinar.
Ensinar, formar, educar... termos que exigem uma reflexão muito
cuidadosa, se queremos, realmente, que nossas crianças sejam seres
responsáveis, que ajam na sociedade dentro de princípios
de respeito e igualdade, exercitando no seu cotidiano, as práticas
vivenciadas na sala de aula. Entretanto, esses valores não são
de responsabilidade exclusiva da escola. Essa instituição,
quando trabalha em parceria com a família, consegue sem dúvidas,
atingir os objetivos a que se propõe. Por vezes, contudo, o que
se vê é uma atitude de delegação de poder e
de responsabilidade por parte dos pais, que esperam que a escola venha
a suprir eventuais falhas na formação de seus filhos, seja
por falta de tempo ou por qualquer outra razão.
Na minha prática profissional, e em discussões com colegas
educadores, inúmeras foram as vezes que pudemos presenciar uma
alegria além do normal, por parte das crianças, gerada por
atitudes simples, banais até, mas que adquiriram especial significação
para cada uma delas, em termos de afetividade e interesse pelo que tinham
a dizer ou pelo que se propunham a realizar. Gestos de afeição,
toques e olhares são na maioria das vezes contatos reveladores
de lacunas existentes e perfeitamente justificadas, dentro do panorama
que vivemos, no qual em geral pais e mães se ausentam, por muitas
horas, do contato com seus filhos.
Como proposta, implementada em minha própria vida, dentro desse
mesmo panorama, e com a certeza de estar sugerindo uma atitude saudável
tanto para os pais quanto para as crianças, quero registrar a certeza
de que o que vale para o desenvolvimento e a preservação
de um relacionamento de cumplicidade e parceria entre a família
e a escola, é o investimento - fundamental - na qualidade do tempo
que passamos dentro de casa.
Se não há "quantidade de tempo", então
que haja qualidade, e que cada gesto, cada olhar, cada toque, possam representar
o registro de fatos positivos, que certamente serão guardados na
memória, constituindo um acervo de experiências emocionais
relevantes e autênticas, ao qual nossas crianças de hoje
poderão recorrer, num momento futuro, para o resgate da sua auto-estima,
sempre que isso se fizer necessário, dentro das exigências
que a vida lhe apresentar.
Isso... é educar para a vida!
Artigo
publicado pelo jornal Correio Popular, em Campinas, São Paulo,
24 de junho de 2002
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